domingo, 26 de julho de 2009

Reserva

Diante da tragédia das emoções
Parada estática gélida
Fito
Analiso o queijo e a ratoeira
Servidos diante de deserto
Eu rata de esgoto de cidade devastada
Vejo o desejo e o tormento
Me estendendo a mão
O juízo possessivo me abraça
A experiência se assoberba
Me prende pelos braços
E me preservo
Doloridamente fitando o queijo
Me preservo
No infinito deserto
Seco
Úmido
Dos olhos
Sem gosto do queijo
Por causa da sombra
Do veneno
Ignorando a certeza do deserto
Me preservo?
Sigo
Sem bússula e mapa
Presa a promessa de um oasis.

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