sábado, 15 de agosto de 2009

Matéria de mim

Não sou Deusa
Mas infinito
Habita em mim
Não venho só do barro
Venho do ferro
Do aço
Do pó.
Tenho em mim
O sal
O azedo
O doce
O acre.
Vou do gêlo
Ao vapor
Me derreto
Me condenso
Escorro ao solo
Pra depois ao céu chegar
E como chuva voltar.
Meu estado
Se funde
Se confunde
Se reparte
E como imã
Da mesma forma
Não dá pra emendar.

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