quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sobressaltos

Às vezes me pergunto
Me assusto com o mundo
As coisas sempre parecem
Que permanecem
Por serem compreendidas.
E me incomodo com a dúvida
Sobre algo aparente tão obvio
Então as guardo e sigo a vida
Procurando apreender explicação
As vou acumulando e vivo.
Meus olhos se tornam faro
Curiosos e contemplativos
Mas parece que o encontro
Da resposta que sacia
Se distância e se dissipa
Em outras mais inquietações
Que sempre parecem tão sabidas
Aos que calmos seguem a vida.
Às vezes como que susto
Surge uma presunção
E logo busco verificação
Confiando a outro a inquietação
Mas sempre como resposta
Recebo a pergunta como conclusão.
Às vezes me pergunto
E apenas vejo o mundo
Muitos são interrogação
A maioria, da pergunta
Não tem a mínima noção
E nenhum tem absoluta solução.
Às vezes me pergunto
E vou a lugar nenhum
Mas ao menos indo vou.

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