domingo, 5 de abril de 2009

Vivemos em tempos

Vivemos em tempos de crise
Um colapso não de escassez
Mas de esgotamento da palavra
E instrumentalização de sonhos.

Vivemos em tempos de violência
Sem direção nem sentido
Gratuita, ou por um troco qualquer
De varejo generalizado.

Vivemos em tempos sem paixões
De ideologias esfaceladas
Pelos excessos de gerações de outrora
Que imprimiu descrença às de agora.

Vivemos em tempos de descrédito
Nos quais impera a indiferença
Que generaliza como via de escape
O humor por meio do sarcasmo.

Vivemos em tempos de anseios
Por algo novo que nos libere
Mas surge inquietante uma questão
No que resultará essa exaurida geração?

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