quinta-feira, 26 de março de 2009

Encontro desencontrado

Não entendo sua cara fechada quando me vê.
Poderia ao menos ser educada e um cumprimento me ceder.
Não sei o motivo desse desprezo, tudo eu fiz por seu bem-querer.
Vou na direção dela, afinal, com ela falta nenhuma tive.

(...)

Não acredito que esteja aqui, não vou conseguir ele encarar
Poderia ser ele um grande chato, e risco não teria de me apaixonar
Não posso esse querer alimentar, ele tem alguém, e isso tem que parar
Vou cumprimentá-lo e depois partir para não ver meu senso desmoronar

-Olá como vai você? (ah, esse olhar...)
-Bem, e você? (melhor sem mim, já percebi)
-Com muito trabalho e com pressa. (agora, tempo me sobra!)
-Olha o estresse! Relaxa! (vi um sorriso enfim)
-Falo sério, não posso demorar (é outra coisa... não queira saber)
-Nem um café? Eu te acompanho e na cafeteria a gente passa. (seja diplomática!)
-Obrigada! Mas não posso, estou atrasada. (na verdade arrasada)
- Então não vou insistir, Tchau! (nossa! quão seca!)
- Tchau! (que maria-mole sou!)

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